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Atualidades

Atualidades 

ANO V - Nº 144 

Publicado em:12.02.12 

Considerações 

 

Eis que surge uma terceira vertente para as tão controversas teorias da criação e da evolução das espécies. É uma matéria que merece uma leitura bastante calma e ponderada, deixando de lado os conceitos já formados a respeito. Gostei da matéria e prometo que voltarei com considerações mais detalhadas.  


 

Teoria radical explica origem, evolução e natureza da vida

 

Baseado em artigo de Jessica Studeny - 28/01/2012

 

 

 

Unificação do conhecimento

 

 

A Terra é viva, propõe uma nova e revolucionária teoria científica da vida.

 

A proposta está sendo feita por Erik Andrulis, professor de biologia molecular e microbiologia da Universidade Case Western, nos Estados Unidos.

 

O cientista desenvolveu um modelo que pretende nada menos do que unificar a física, a química e a biologia.

 

A teoria trans-disciplinar demonstra que objetos supostamente inanimados e não-vivos - por exemplo, planetas, a água, as proteínas e o DNA - são na verdade animados, ou seja, vivos.

 

Com o seu amplo poder explicativo, aplicável a todas as áreas da ciência e da medicina, este novo paradigma pretende catalisar um verdadeiro Renascimento.

 

Erik Andrulis adiantou seu controverso arcabouço teórico no manuscrito "Teoria da Origem, Evolução e Natureza da Vida", publicado no jornal científico Life, que é revisado pelos pares - ou seja, outros cientistas acataram a proposta como, no mínimo, digna de ser lida.

 

Emergência da vida no Universo

 

A teoria explica não só a emergência evolutiva da vida na Terra e no Universo, como também a estrutura e a função desde as células até as biosferas.

 

Além de resolver paradoxos e enigmas que têm persistido na química e na biologia, a teoria do Dr. Andrulis unifica a mecânica quântica e a mecânica celestial.

 

Sua solução nada ortodoxa para este problema quintessencial na física difere das abordagens tradicionais, como a teoria das cordas - para Andrulis, a solução é simples, não-matemática, e experimentalmente e experiencialmente verificável.

 

Como tal, o novo retrato da gravidade quântica é radical.

 

 

 

Dr. Erik D. Andrulis, autor da nova Teoria da Origem, Evolução e Natureza da Vida. [Imagem: Case Western]Redemoinho da vida

 

A ideia básica da teoria do Dr. Andrulis é que toda a realidade física pode ser modelada por uma única entidade geométrica, com características de vida: o redemoinho, ou giro.

 

O chamado "giromodelo" retrata objetos-partícula, átomos, compostos químicos, moléculas e células, como pacotes quantizados de energia e matéria que oscilam ciclicamente entre estados fundamentais (não-excitados) e animados (excitados) em torno de uma singularidade, o centro do giromodelo.

 

Uma singularidade é ela própria modelada como um giro, totalmente compatível com a natureza termodinâmica e fractal da vida. Um exemplo dessa organização aninhada, auto-similar, pode ser encontrado nas bonecas russas Matryoshka.

 

Leis da natureza

 

Ajustando o giromodelo para fatos acumulados ao longo da história científica, o Dr. Andrulis confirma a existência, proposta por sua teoria, de oito leis da natureza.

 

Uma delas, a lei natural da unidade, decreta que a célula viva e qualquer parte do universo visível são irredutíveis.

 

Esta lei estabelece formalmente que não há uma realidade física.

 

Outra lei natural determina que os reinos atômico e cósmico obedecem a restrições organizacionais idêntica - simplificando, os átomos do corpo humano e os sistemas solares no Universo movem-se e comportam-se exatamente da mesma maneira.

 

 

 

O novo paradigma oferece uma fundamentação teórica à premissa de Gaia, de James Lovelock. [Imagem: U.C.Riverside]Teoria da vida

 

"A ciência moderna não tem uma teoria da vida interdisciplinar, unificante. Em outras palavras, as teorias atuais são incapazes de explicar por que a vida é do jeito que é, e não de outra forma," diz o Dr. Andrulis.

 

"Este paradigma geral fornece uma perspectiva nova e estimulante sobre o caráter e o sentido da vida, oferece soluções para problemas que persistem [nas teorias atuais] e se esforça para acabar com os debates desagregadores," completa.

 

Um desses debates gira em torno do mérito científico da popular hipótese de Gaia, de James Lovelock.

 

Ao mostrar que a Terra é teoricamente sinônimo de vida, o paradigma do Dr. Andrulis fundamenta a premissa de Gaia de que todos os organismos e seu ambiente na Terra estão intimamente integrados para formar um único e complexo sistema auto-regulador.

 

Outra briga lendária é a que persiste entre os criacionistas bíblicos e os evolucionistas neo-darwinistas.

 

Ao demonstrar que a origem e a evolução da vida são consequências de leis naturais e forças físicas, a nova teoria sintetiza argumentos e desconstrói suposições de ambos os lados do debate criação-evolução.

 

Equilíbrio

 

Para testar seu paradigma, o Dr. Andrulis projetou diagramas bidirecionais de fluxo que tanto descrevem quanto preveem a dinâmica da energia e da matéria.

 

Embora tais diagramas possam ser estranhos para alguns cientistas, eles usam a notação das reações que é clássica para os químicos, bioquímicos e biólogos.

 

O texto completo do artigo Teoria da Origem, Evolução e Natureza da Vida está disponível em inglês.

 

Como ocorre com todas as novas teorias, a única coisa possível de adiantar com relação à proposta do Dr. Andrulis é que ela suscitará debates apaixonados - e paixões quase nunca levam a primeiros comportamentos equilibrados.

 

Bibliografia:

 

Theory of the Origin, Evolution, and Nature of Life.

Erik D. Andrulis

Life

Vol.: 2(1):1-105

DOI: 10.3390/life2010001

http://www.mdpi.com/2075-1729/2/1/1/pdf

 

Matéria extraída do site: http://www.inovacaotecnologica.com.br

 

 


Atualidades 

ANO V - Nº 143 

Publicado em:29.01.12 

Considerações: 

 

Por 3 ou 4 vezes já nos referimos a esse programa da Globo criticando justamente os pontos aqui levantados pelo escritor Veríssimo. Não vou repetí-los, pois seria uma redundância. Só acrescento que essa fabulosa caixa registradora é movida pela, infelizmente, baixa exigência de nossos espectadores, que se comprazem com as vilezas, baixarias, palavreado chulo e libertinagem explícita. Infelizmente, quanto mais se critica, mais audiência conseguem. Tudo em nome da liberdade de expressão. 


RESSALVA - Embora sob a suspeita de que a matéria abaixo não seja autêntica, pois Luiz Fernando Veríssimo é um dos Articulistas do Jornal "O Globo" e também por ter chegado a mim por email não informando onde foi publicada, resolvi publicar por ser isso também o que penso. Afinal, não tem nela nenhuma mentira ou invenção.


A visão de Veríssimo de sobre o BBB

 

Atribuído a Luis Fernando Veríssimo

Cronista e escritor

 

Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço. A nova edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.

Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo.

 

 

Impossível assistir ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros...todos na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterossexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE.

 

Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB . Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.

 

 

Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.

 

Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis? São esses nossos exemplos de heróis? Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores) , carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor e quase sempre são mal remunerados.

Heróis são milhares de brasileiros que sequer tem um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir, e conseguem sobreviver a isso todo dia.

 

Heróis são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna. Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, Ongs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína Zilda Arns).

 

Heróis são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo.

 

O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral. São apenas pessoas que se prestam a comer, beber, tomar sol, fofocar, dormir e agir estupidamente para que, ao final do programa, o “escolhido” receba um milhão e meio de reais. E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!

 

Veja o que está por de tra$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.

 

Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros? (Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores)

 

Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores. Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema...., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , •visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir. Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construído nossa sociedade.


Atualidades 

ANO V - Nº 142 

Publicado em: 08.01.12 

Considerações: 

 

Além de acumular lucros, manipular mercados e políticos, alguém saberia dizer o quanto esses mesmos já colaboraram para diminuir a fome no mundo? 


737 donos do mundo controlam 80% do valor das empresas mundiais

 

por Ivan du Roy

Tradução: Carlos Santos para Esquerda.net.


Um estudo publicado na Suíça revela que um pequeno grupo de sociedades financeiras ou grupos industriais domina a grande maioria do capital de dezenas de milhares de empresas no mundo.

 

Um estudo de economistas e estatísticos, publicado na Suíça neste verão, dá a conhecer as interligações entre as multinacionais mundiais. E revela que um pequeno grupo de atores econômicos - sociedades financeiras ou grupos industriais - domina a grande maioria do capital de dezenas de milhares de empresas no mundo.

 

O seu estudo, na fronteira da economia, da finança, das matemáticas e da estatística, é arrepiante. Três jovens investigadores do Instituto federal de tecnologia de Zurique examinaram as interações financeiras entre multinacionais do mundo inteiro. O seu trabalho - "The network of global corporate control" ("a rede de controle global das transnacionais") - examina um painel de 43 mil empresas transnacionais ("transnacional corporations") selecionadas na lista da OCDE. Eles dão a conhecer as interligações financeiras complexas entre estas "entidades" econômicas: parte do capital detido, inclusive nas filiais ou nas holdings, participação cruzada, participação indirecta no capital.

 

Resultado: 80% do valor do conjunto das 43 mil multinacionais estudadas é controlado por 737 "entidades": bancos, companhias de seguros ou grandes grupos industriais. O monopólio da posse capital não fica por aí. "Por uma rede complexa de participações", 147 multinacionais, controlando-se entre si, possuem 40% do valor econômico e financeiro de todas as multinacionais do mundo inteiro.

 

Uma super entidade de 50 grandes detentores de capitais

 

Por fim, neste grupo de 147 multinacionais, 50 grandes detentores de capital formam o que os autores chamam uma "super entidade". Nela encontram-se principalmente bancos: o britânico Barclays à cabeça, assim como as "stars" de Wall Street (JP Morgan, Merrill Lynch, Goldman Sachs, Morgan Stanley.). Mas também seguradoras e grupos bancários franceses: Axa, Natixis, Société générale, o grupo Banque populaire-Caisse d'épargne ou BNP-Paribas. Os principais clientes dos hedge funds e outras carteiras de investimentos geridos por estas instituições são por conseguinte, mecanicamente, os donos do mundo.

 

Esta concentração levanta questões sérias. Para os autores, "uma rede financeira densamente ligada torna-se muito sensível ao risco sistêmico". Alguns recuam perante esta "super entidade", e é o mundo que treme, como o provou a crise do subprime. Por outro lado, os autores levantam o problema das graves consequências decorrentes de tal concentração. Que um punhado de fundos de investimento e de detentores de capital, situados no coração destas interligações, decidam, por via das assembleias gerais de acionistas ou pela sua presença nos conselhos de administração, impor reestruturações nas empresas que eles controlam. E os efeitos poderão ser devastadores. Por fim, que influência poderão exercer sobre os Estados e as políticas públicas se adotarem uma estratégia comum? A resposta encontra-se provavelmente nos actuais planos de austeridade.

 

O estudo em inglês pode ser descarregado em :

http://arxiv.org/abs/1107.5728

 

Nota

 

1 O italiano Stefano Battiston, que passou pelo laboratório de física estatística da École normale supérieure, o suíço James B. Glattfelder, especialista em redes complexas, e a economista italiana Stefania Vitali.

 

 

 

http://envolverde.com.br/economia/mundo-economia/737-donos-do-mundo-controlam-80-do-valor-das-empresas-mundiais/


Atualidades 

ANO V - Nº 141 

Publicado em: 01.01.12 

Considerações: 

 

Conforme o próprio artigo de Leonardo Boff nos fala, não é a primeira vez que se toca nesse problema. Por várias vezes me lembro de ter publicado e comentado artigos de outros autores/pensadores a respeito, alguns sugerindo controle rigoroso da natalidade, e mesmo esterelizando as mulheres das populações mais pobres. Por fim, Leonardo Boff chega a conclusão que a solução virá um dia, através de uma governança única. Ou seja, uma ONU funcionando como deveria ser desde o início, sem o poder de veto pelos mais ricos e poderosos.
Os caminhos para tal sugeridos por êle são perfeitos. Mas quando chegaríamos lá? Daqui a quantas décadas? A meu ver, infelizmente, enquanto a vaidade e a ganância fizerem parte do DNA da humanidade, nunca chegaremos lá, a não ser através de catástrofes sucessivas que nos mostrem que nosso modo de viver e compartilhar a vida nesse planeta está incorreta e que temos que mudar, queiramos ou não.  


 

Como governar sete bilhões de pessoas?

 

Por Leonardo Boff*

 

Problemas sistêmicos como o aquecimento global, a escassez de água potável, a má distribuição dos alimentos, a crise econômico-financeira e as guerras estão demandando uma governança global.

 

Tratamos já do desafio de como alimentar sete bilhões de pessoas. A escalada da população humana é crescente: em 1802, éramos um bilhão; em 1927, dois bilhões, em 1961, três bilhões, em 1974, quatro bilhões, em 1987, cinco bilhões, em 1999, seis bilhões e, por fim, em 2011, sete bilhões. Em 2025, se o aquecimento abrupto não ocorrer, seremos oito bilhões, em 2050, nove bilhões e em 2070, dez bilhões. Há biólogos, como Lynn Margulis e Enzo Tiezzi, que veem nesta aceleração um sinal do fim da espécie à semelhança das bactérias, quando colocadas num recipiente fechado (cápsula Petri). Pressentindo o fim, os nutrientes se multiplicam exponencialmente e então subitamente todas morrem. Seria a última florada do pessegueiro antes de morrer?

 

Independentemente desta ameaçadora questão temos o instigante desafio: como governar sete bilhões de pessoas? É o tema da governança global, quer dizer, um centro multipolar com a função de coordenar democraticamente a coexistência dos seres humanos na mesma pátria e casa comum. Esta configuração é uma exigência da globalização, pois esta implica o entrelaçamento de todos com todos dentro de um mesmo e único espaço vital. Mais dia menos dia, uma governança global vai surgir, pois é uma urgência impostergável para enfrentar os problemas globais e garantir a sustentabilidade da Terra.

 

A ideia em si não é nova. Como pensamento, estava presente em Erasmo e em Kant mas ganhou seus primeiros contornos reais com a Liga das Nações, após a Primeira Guerra Mundial, e definitivamente depois da Segunda Guerra Mundial, com a ONU. Esta não funciona por causa do veto antidemocrático de alguns países que inviabilizam qualquer encaminhamento global contrário a seus interesses. Organismos como o FMI, o Banco Mundial, a Organização Mundial do Comércio, da Saúde, do Trabalho, das Tarifas, do Comércio (GATT) e a Unesco expressam a presença de certa governança global.

 

Atualmente, o agravamento de problemas sistêmicos como o aquecimento global, a escassez de água potável, a má distribuição dos alimentos, a crise econômico-financeira e as guerras estão demandando uma governança global.

 

A Comissão sobre Governança Global da ONU a define como “a soma das várias maneiras de indivíduos e instituições, públicas e privadas, administrarem seus assuntos comuns e acomodarem conflitos e interesses diversos de forma cooperativa. Envolve não só relações intergovernamentais, mas também organizações não governamentais, movimentos de cidadãos, corporações multinacionais e o mercado de capitais global” (veja o respectivo site da ONU na internet).

 

Esta globalização se dá também em nível cibernético, feita por redes globais, uma espécie de governança sem governo. O terrorismo provocou a governança securitária nos países ameaçados. Há um governança global perversa que podemos chamar de governança do poder corporativo mundial feita pelos grandes conglomerados econômico-financeiros que se articulam de forma concêntrica até chegar a um pequeno grupo que controla cerca de 80% do processo econômico. Isso foi demonstrado pelo Instituto Federal Suíço de Pesquisa Tecnológica (ETH) que rivaliza em qualidade com o MIT e entre nós divulgada pelo economista da PUC-SP, Ladislau Dowbor. Esta governança não se dá muito a conhecer e, a partir da economia, influencia fortemente a política mundial.

 

Estes são os conteúdos básicos de uma governança global sadia: a paz e a segurança, evitando o uso da violência resolutiva; o combate à fome e à pobreza de milhões; a educação acessível a todos para serem atores da história; a saúde como direito humano fundamental; moradia minimamente decente; direitos humanos pessoais, sociais, culturais e de gênero; direitos da Mãe Terra e da natureza, preservada para nós e para as futuras gerações.

 

Para garantir estes mínimos, comuns a todos os humanos e também à comunidade de vida, precisamos relativizar a figura dos Estados nacionais que tendencialmente vão desaparecer em nome da unificação da espécie humana sobre o planeta Terra. Como há uma só Terra, uma só Humanidade, um só destino comum, deve surgir também uma só governança, una e complexa, que dê conta desta nova realidade planetizada e permita a continuidade da civilização humana.

 

* Leonardo Boff é teólogo, filósofo e escritor.

 

** Publicado originalmente na Revista Fórum.

 

http://envolverde.com.br/sociedade/artigo-sociedade/como-governar-sete-bilhoes-de-pessoas/


Atualidades 

ANO IV - Nº 140 

Publicado em: 18.12.11 

Considerações: 

 

O principal tema de discussão no Congresso nessas últimas duas semanas vem sendo como e onde conseguir mais verba para o Ministério da Saúde, para termos um maior número de leitos, reequipar e recuperar os hospitais que, salvo alguns, estão em péssimo estado, conforme constantes reportagens a que vimos assistindo. Depois de muitas manobras conseguiram tirar da rubrica de Saúde na Contabilidade pública a coleta de lixo, obras com rêdes de esgoto e saneamento....Talvez obtivessem melhor resultado, não no aumento da arrecadação, e sim na diminuição do desembolso com remédios e tratamentos, se diminuissem o volume de doentes que chegam aos hospitais e postos de saúde intoxicados ou já doentes mesmo, em consequência do contato direto ou indireto com agrotóxicos. Como sempre, os políticos, muito habilmente, inverteram os focos: em vez de tentarem resolver o problema diminuindo o número de doentes, preferiram resolver o prolblema criando um recurso que lhes possibilite negociar sobre verbas e dotações. Porque será?


 

Agrotóxico: o veneno produtor de doenças no Brasil

 

por Roberta Traspadini

 

 

 

A campanha contra o agrotóxico e pela vida protagonizada pela Via Campesina e demais movimentos sociais articulados da cidade traz, para a sociedade brasileira, dois debates históricos centrais:

 

1) a produção e o consumo de venenos no Brasil;

 

2) o modelo de desenvolvimento econômico-social-político (inter)nacional e seu caráter estrutural de disseminação de doenças para a sociedade em geral, mas especialmente para a classe trabalhadora.

Sobre a produção de alimentos

 

Dados do IBGE relatam que a agricultura familiar e camponesa no Brasil soma quase 85% das propriedades agrícolas do país, ocupando, contraditoriamente, apenas 24% do espaço.

 

Em suas terras trabalham aproximadamente 12,5 milhões de pessoas o que corresponde a 74,5% do total dos trabalhadores do campo. Destas propriedades saem quase 70% dos alimentos consumidos pelas famílias brasileiras diariamente.

 

Mas, de forma cada vez mais intensa, a produção familiar-camponesa está subordinada e condicionada à lógica imperante do modelo agrário imperialista no território. Por um lado, esta produção se divide entre a matriz da agroindústria e a subordinação à matriz tecnológica da revolução verde, consumidora de insumos industriais.

 

Por outro lado, o agronegócio - aliança entre os grandes proprietários de terra, o capital financeiro e as empresas transnacionais - dita as regras no campo brasileiro, cujo objetivo é a produção de commodities para a exportação.

 

Com a venda de um bilhão de litros de veneno na última safra, as empresas estrangeiras se apropriam de cerca de 80% do lucro gerado pela produção de veneno, com destaque para a concentração do poder econômico da Syngenta, Bayer, Basf, Dupont, Monsanto, Shell Química.

 

O modelo de desenvolvimento dependente

 

A característica marcante do capital imperialista no Século 21 é sua capacidade de metamorfosear-se para ganhar, de forma extraordinária, em cada uma das áreas em que atua e com isto tentar, de maneira permanente, conter as crises que são inerentes ao seu modo de operar. Capital comercial, capital bancário, capital industrial, são algumas dessas faces do mesmo capital.

 

Além de vender veneno para o campo para a produção de alimentos para o povo brasileiro, o capital produtivo do veneno associa-se, como capital bancário, às regras legais do Estado que, em sua forma de financiar a agricultura familiar-camponesa, atrela o crédito a uma série de condicionantes centradas na compra destes bens.

 

O dinheiro emprestado na forma de crédito torna-se irmão siamês do capital por dois motivos: 1) o agronegócio não consegue produzir sem a injeção de R$ 107 bilhões por ano, para tirar R$ 150 bilhões da venda de mercadorias; 2) o principal objetivo desta aliança de capitais é o de transformar tudo em mercadoria para obtenção de lucro, na forma de insumos industriais produzidos pelas empresas transnacionais, como o exemplo do veneno.

 

Isto não é diferente do que acontece com o capital industrial, que transforma praticamente todos os elementos da vida em valores de troca. Assim, saúde, terra, educação, trabalho, vão ganhando um destaque na compra e venda do comércio ditado pelo grande capital. E a propaganda de "naturalização" do modelo ganha corpo e evidência, ainda em meio às mais perversas situações vividas no cotidiano pelo povo brasileiro.

 

O aumento progressivo de doenças como o câncer em todas as faixas etárias, traz à luz um debate central manifesto na campanha contra o agrotóxico e pela vida que devem ser consideradas, tanto no debate quanto na (re)ação necessária à luta contra a vida envenenada.

 

O câncer como uma doença "naturalizada"

 

Segundo a União Internacional contra o Câncer, mais de 160 mil crianças no mundo são diagnosticadas com a doença a cada ano, e 80% destas crianças vivem em países em desenvolvimento. Enquanto três entre quatro crianças têm chances de sobreviver após cinco anos de tratamento, estima-se que, nos países em desenvolvimento, mais da metade das crianças têm probabilidade de morrer. Somente nos Estados Unidos, a incidência anual é de sete mil novos casos por ano.

 

No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (INC), define esta doença como uma das primeiras causas de morte entre crianças e jovens de zero a 19 anos, só perdendo para violências e crimes.

 

A estimativa do INC do total de pessoas com câncer no país foi de 490 mil casos - 237 mil homens, 253 mil mulheres afetados com a doença.

 

Deste grupo, existem de 12 a 13 mil crianças acometidas com câncer, fora os que têm a doença, mas não são diagnosticados e morrem.

 

Outro destaque importante do estudo é a diferença entre as regiões, a partir do grupo de idade e sua média em relação à nacional.

Josué de Castro e sua atualidade

 

Em 1946, Josué de Castro, um médico comprometido com a vida e contrário ao veneno já defendia que a fome enquanto fenômeno social e histórico era um tabu rentável no Brasil e no mundo. Quase um século depois, vemos a complexidade do problema, pois não só não dormem os que comem bem, com medo dos que não comem.

 

Parte expressiva dos que comem - mal - não dorme porque suas enfermidades físicas, fruto do histórico processo de desenvolvimento econômico envenenado no campo e na cidade, trazem dores e consequências múltiplas para eles e para os que cuidam deles.

 

Enquanto isto, o Estado entrega ao capital a responsabilidade de cuidar da saúde de seu povo. É isto o que representa os 3,91% do orçamento destinado à saúde em 2010. Uma associação - via parceria público-privada - entre o Estado e o grande capital para tentar curar de forma mercantil aquilo que ele foi sócio na produção (uso de veneno).

 

A campanha contra os agrotóxicos é um processo permanente de vinculação entre o campo e a cidade. Seu ponto de partida é o de relatar como se produz alimento que comemos enquanto trabalhadores brasileiros. Mas vai além e ganha, no processo pela vida e contra o veneno, a dimensão real de superação do que temos, a partir da construção do projeto popular para o Brasil que queremos.

 

 

http://envolverde.com.br/saude/agrotoxicos-saude/agrotoxico-o-veneno-produtor-de-doencas-no-brasil/


Atualidades

ANO IV - Nº 139

Publicado em: 11.12.11

Considerações:


A matéria abaixo tem pouco mais de um ano. De lá para cá nada, ou pouco, mudou, se é que não aumentou a repressão e perseguição contra os Cristãos no Oriente Médio. Já está provado e comprovado que a diplomacia não vai resolver a questão, pois no Ocidente a grande maioria dos governos é laica, enquanto no Oriente, ao contrário, todos os Estados são Islâmicos - o Islamismo é a religião oficial. Não acontece nada aos que matam e perseguem Cristãos naquelas terras. Se dizem que acontece, é só discurso para a mídia, pois, como, as autoridades, que são féis seguidores do Islamismo, podem repreender os perseguidores e assassinos de Cristãos, quando o próprio livro sagrado deles recomenda morte e perseguição aos infiéis. A meu ver, já é hora de as comunidades e Organizações Cristãs do Ocidente facilitarem a saída desses irmãos que, de outra forma, serão todos dizimados.


O fim do Cristianismo no Oriente Médio?

 

O bombardeio brutal de uma igreja em Bagdá pode ser a gota d'água para sua comunidade minoritária de dois mil anos.

 

Eden Naby & Jamsheed K. Choksy

Tradução: DEXTRA

 

 

Gritando "Matar, matar, matar," homens-bomba do Estado Islâmico do Iraque, uma organização militante ligada à Al Qaeda no Iraque, invadiram uma igreja caldeia em Bagdá, no domingo. Um porta-voz do grupo alegou posteriormente que eles o fizeram para "acender o pavio de uma campanha contra os cristãos iraquianos." A queixa mais premente dos invasores parece relacionada a uma exigência de que duas muçulmanas, supostamente mantidas contra sua vontade em monastérios coptas egípcios, fossem liberadas. Quando forças do governo iraquiano tentaram libertar aproximadamente 130 paroquianos que tinham sido feitos reféns, os terroristas - que já tinham matado a tiros alguns dos fiéis - detonaram seus cinturões e granadas, massacrando pelo menos metade da congregação.

 

Mas o massacre em Bagdá é apenas o exemplo mais espetacular da discriminação e perseguição crescentes às comunidades cristãs nativas do Iraque e do Irã, as quais agora estão em meio a um êxodo maciço, sem precedentes na época moderna, enquanto enfrentam uma maré montante de militância islâmica e chauvinismo religioso varrendo a região.

 

Os cristãos são o maior grupo religioso minoritário não-muçulmano, tanto no Iraque como no Irã, com raízes no Oriente Médio que remontam aos primeiros dias da fé. Alguns seguem a Igreja Ortodoxa Apostólica Armênia. Outros filiam-se à tradição siríaca de 2 mil anos, representada principalmente pela Igreja Católica Caldeia do Iraque e por falantes de aramaico, geralmente conhecidos como assírios, tanto no Iraque como no Irã.

 

Líderes muçulmanos iranianos e iraquianos afirmam que as minorias religiosas de seus países são protegidas. Em setembro, o ex-presidente iraniano, o Aiatolá Akbar Hashemi Rafsanjani, reassegurou ao patriarca da Igreja Assíria do Oriente de que no Irã as minorias religiosas são respeitadas e protegidas. Entretanto, os membros das denominações cristãs, bem como seus pares judaicos, zoroastristas, mandeanos e bahá'ís, não se sentem seguros. Um membro do Conselho Nacional de Igrejas no Irã, Firouz Khandjani, lamentou em agosto: "Estamos sofrendo a pior perseguição" em muitas décadas, incluindo a perda do emprego, das casas, das liberdades e de vidas," ele diz."Temos medo de perder tudo."

 

No Iraque, as comunidades cristãs caldeia e assíria têm testemunhado uma violência crescente da parte dos muçulmanos contra seus bairros, filhos e locais religiosos, desde a invasão dos Estados Unidos. Nem os pastores estão a salvo - dois morreram no recente ataque a bomba em Bagdá; muitos foram mortos por iraquianos sunitas e xiitas, desde 2003. No Irã, outros clérigos, incluindo membros das igrejas armênia, protestantes e católica, vêm sendo presos, sequestrados, mantidos em cárcere, torturados ou mesmo sumariamente executados há três décadas.

 

"Muitos cristãos de Mosul têm sido sistematicamente visados e não se sentem mais seguros lá," disse Laurens Jolles um representante da UNHCR (agência de refugiados da ONU) em 2008, depois que mulheres caldeias foram estupradas enquanto seus maridos, inclusive o arcebispo Paulos Faraj Rahho, eram torturados e mortos, num aviso aos cristãos para abandonarem suas casas e empregos. No Irã, clérigos cristãos tem sido o alvo - Tateos Mikaelian, um dos pastores mais graduados da Igreja Evangélica Armênia de São João, em Teerã, foi assassinado em 1994, bem como o bispo Haik Hovsepian Mehr, que liderava a Igreja das Assembléias de Deus.

 

Por que os cristãos? Das muitas justificativas oferecidas pela Al Qaeda, outros grupos fanáticos do Iraque e mulás linha-dura do Irã, uma é a mais repetida: os cristãos indígenas são representantes dos "cruzados" ocidentais. Já em 1970, o Aiatolá Ruhollah Khomeini emitiu uma fatwa acusando os cristãos do Irã de "trabalharem com americanos imperialistas e governantes opressores para distorcer as verdades do Islam, desencaminhar os muçulmanos e converter nossos filhos." Temendo uma reação contra suas vidas e instituições, os cristãos têm feito esforços para provar sua lealdade, como quando assírios iranianos escreveram em setembro ao líder supremo, o Aiatolá Ali Khamenei, denunciando os cristãos americanos que desejavam queimar Corões como "inimigos de Deus."

 

Mas as raízes do declínio cristão no Oriente Médio remontam a séculos. No Irã, a intolerância contra todas as minorias não-muçulmanas teve uma forte guinada negativa do século 16 em diante, com a xiitificação do Irã pela dinastia Safávida. O século XX testemunhou pogroms contra armênios, assírios e gregos cristãos no Império Otomano e noroeste do Irã. Sob os xás Phalavis, os assírios, armênios, judeus, zoroastristas e bahá'ís reconquistaram alguns de seus direitos e chegaram a representar os elementos de modernização da sociedade do século 20. Mas a Revolução Islâmica de 1978 ceifou todos estes avanços. O preconceito e a opressão agora ocorrem com impunidade.

 

Os números falam por si: A população de não-muçulmanos no Irã caiu em dois terços ou mais, desde 1979. Do Irã, estes grupos fogem para a Turquia e Índia - muitas vezes com risco das próprias vidas, através das regiões de fronteira assoladas pela violência, entre o Iraque e o Paquistão. O número de cristãos assírios no Irã encolheu de 100 mil, em meados dos anos 70, para aproximadamente 15 mil hoje, mesmo a população do país tendo saltado de 38 milhões para 72 milhões durante o mesmo período. No Iraque, os cristãos estão fugindo em multidões. Estatísticas da ONU indicam que 15 por cento de todos os refugiados iraquianos na Síria sejam de origem cristã, embora representassem apenas 3 por cento da população quando as tropas dos Estados Unidos entraram, em 2003. O Alto Comissariado para Refugiados da ONU estima que entre 300.000 a 400.000 cristãos foram forçados a deixar o Iraque desde 2003. E os cristãos saem porque a mensagem dos militantes sunitas e dos aiatolás xiitas é cristalina:"vocês não têm futuro aqui".

 

Agora há uma alarmante possibilidade de que não haverá significativas comunidades cristãs no Iraque ou no Irã por volta do fim do século. Os governos nacionais e das províncias, as organizações muçulmanas patrocinadas pelo governo e os grupos islâmicos radicais estão se apossando das escolas, dos centros de reunião, dos locais históricos e das igrejas dos cristãos. Incentivos pessoais e econômicos são oferecidos aos que aderem ao Islam. Mês passado, o Vaticano promoveu um grande evento para encontrar meios de aliviar esta crise, observando que "os cristãos merecem ser reconhecidos por suas contribuições inestimáveis (...) seus direitos humanos devem ser respeitados, inclusive o direito à liberdade de culto e à liberdade de religião."

 

Há uma tênue luz de esperança. Em 5 de agosto, o Senado americano aprovou a Resolução 322, que expressa preocupação com as minorias religiosas do Iraque. A rápida, embora mal-sucedida tentativa do governo iraquiano de resgatar os reféns cristãos, neste domingo, parece ter sido em resposta à pressão americana - nenhuma intervenção oficial iraquiana havia ocorrido em ataques anteriores.

 

No Irã, entretanto, a perseguição aos cristãos continua sem dar trégua. Dois pastores evangélicos, presos em operações repressoras após as eleições presidenciais, podem ser condenados à pena de morte. Um pastor assírio foi preso e torturado em fevereiro de 2010 e também será julgado.

 

A resolução do Senado observou que "ameaças contra as mais diminutas minorias religiosas (...) ameaçam (...) uma sociedade diversa, pluralista e livre," palavras também aplicáveis, em sua total extensão, ao Irã. Será que o governo de Mahmoud Ahmadinejad vai ouvir este apelo? É duvidoso. Mas uma coisa é certa: Se o mundo não defender a liberdade religiosa aberta e vigorosamente, ele, Ahmadinejad, não precisará fazê-lo.

 

 

 

 

 

Eden Naby é historiador cultural do Oriente Médio. Ela lecionou na Universidade de Wisconsin e na Universidade de Harvard. Seu livro sobre os cristãos assírios será publicado em 2011.

 

Jamsheed K. Choksy é professor de Estudos Iranianos e Internacionais na Universidade de Indiana e membro do Conselho Nacional de Humanidades.

 

Foreign Policy, 2 de novembro de 2010

 

 

http://www.midiasemmascara.org/mediawatch/noticiasfaltantes/perseguicao-anticrista/11587-o-fim-do-cristianismo-no-oriente-medio.html


Atualidades 

ANO IV - Nº 138 

Publicado em: 04.12.11 

Considerações: 

 

Apesar da conotação apocalíptica, mesmo sendo um tema que vem sendo abordado, discutido e motivo de inúmeras palestras e reuniões, as Autoridades não parecem estar muito preocupadas com alguns desses itens. Por enquanto só vem merecendo atenção aqueles que trazem como consequencia as calamidades públicas como enchentes e deslizamentos, esquecendo-se que as enchentes são consequencia da alteração climática, que por sua vez é consequência do excesso de CO2 na atmosfera, que por sua vez é consequencia do descaso dessas mesmas autoridades. É consequencia também do desmatamento desenfreado para dar lugar à pecuária, que por si só não resolverá o problema da fome - miseráveis não tem dinheiro para comprar carne. O problema da fome se resolverá com grãos, espaço para cultivo, irrigação. Isso, sem falar nas outras catástrofes que não causam impacto direto na população, como extinção da biodiversidade, que pela extinção dos predadores naturais podem acarretar o aumento das pragas nas lavouras e doenças como málária e dengue... A fase de estudos e projetos já passou. Não há mais o que duvidar ou estudar. Os fatos estão aí. Está na hora de definir leis que punam com severidade os transgressores e as autoridades relapsas.


 

Recursos naturais podem ter colapso em 40 anos, dizem especialistas

 

 

Uma previsão catastrófica do planeta Terra para os próximos 40 anos foi divulgada nesta segunda-feira (17.10.2011) por especialistas da área de clima e saúde reunidos em uma conferência em Londres, no Reino Unido.

 

Segundo os pesquisadores, recursos naturais da Terra como comida, água e florestas, estão se esgotando em uma velocidade alarmante, causando fome, conflitos sociais, além da extinção de espécies.

 

Nos próximos anos, o aumento da fome devido à escassez de alimentos causará desnutrição, assim como a falta de água vai deteriorar a higiene pessoal. Foi citado ainda que a poluição deve enfraquecer o sistema imunológico dos humanos e a grande migração de pessoas fugindo de conflitos deverá propagar doenças infecciosas.

 

Tony McMichael, especialista em saúde da população da Universidade Nacional Australiana, afirmou que em 2050, somente a região denominada África Subsaariana seria responsável por aumentar em 70 milhões o número de mortes.

 

Outro ponto citado se refere ao aumento dos casos de malária entre 2025 e 2050 devido às alterações climáticas, que tornaria propícia a reprodução do mosquito transmissor da doença. "A mudança climática vai enfraquecer progressivamente o mecanismo de suporte de vida da Terra", disse McMichael.

 

Aumento populacional - De acordo com os especialistas, o aumento da população (estimada em 10 bilhões em 2050) vai pressionar ainda mais os recursos globais. Outra questão citada são os efeitos nos países ricos, principalmente nos da Europa.

 

"O excesso de consumo das nações ricas produziu uma dívida ecológica financeira. O maior risco para a saúde humana é devido ao aumento no uso de combustíveis fósseis, que poderão elevar o risco de doenças do coração, além de câncer", afirmou Ian Roberts, professor da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres.

 

Além disso, o Velho Continente estaria sob risco de ondas de calor, enchentes e mais doenças infecciosas para a região norte, disse Sari Kovats, uma das autoras do capítulo sobre a Europa no quinto relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), que será lançado entre 2013-2014.

 

Espécies em risco - De acordo com o Paul Pearce-Kelly, curador-sênior da Sociedade Zoológica de Londres, cerca de 37% das 6 mil espécies de anfíbios do mundo podem desaparecer até 2100. Os especialistas afirmam que na história do planeta ocorreram cinco extinções em massa, entretanto, atualmente a taxa de extinção é 10 mil vezes mais rápida do que em qualquer outro período registrado.

 

"Estamos perdendo três espécies por hora e isso antes dos principais efeitos da mudança do clima", disse Hugh Montgomery, diretor do Instituto para Saúde Humana e Performance da University College London.

 

 

Extraído de:

 

http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2011/10/18/75742-recursos-naturais-podem-ter-colapso-em-40-anos-dizem-especialistas.html




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